Es tal el vacío
Insostenible
La letal desidia que amenaza
Siento por momentos
la ausencia de tí
Carente de todo
Disidente de nada
Muero por impulsos
de agonizante grillete
Aprisionado por injustas manos
Miro mil puertas
Están abiertas a la oscuridad
Están abiertas a la oscuridad
Méceme con el impulso
de tu risa
y arranca mi máscara de tragedia
Y que ventee el huracán mis telarañas
Carente de todo
Disidente de nada
Muero por impulsos
de agonizante grillete
Aprisionado por injustas manos
Miro mil puertas
Están abiertas a la oscuridad
Miro mil puertas
Están abiertas a la oscuridad
Monday, October 5, 2009
Sunday, October 4, 2009
I Desideri
Se o desejo de aventura vem acompanhado pelo desejo de segurança há que seguir a ordem: não partir para o segundo sem realizar o primeiro - uma espécie de "confesso que vivi".

«I desideri sono la cosa più importante che abbiamo e non si può prenderli in giro più di tanto. Così, alle volte, vale la pena di non dormire pur di stare dietro a un proprio desiderio. Si fa la schifezza e poi la si paga.»
Castelli di Rabbia , Alessandro Baricco.

«I desideri sono la cosa più importante che abbiamo e non si può prenderli in giro più di tanto. Così, alle volte, vale la pena di non dormire pur di stare dietro a un proprio desiderio. Si fa la schifezza e poi la si paga.»
Castelli di Rabbia , Alessandro Baricco.
Wednesday, August 12, 2009
Obsessivo
Obsessivo é o adjectivo que posso utilizar para definir aquilo em que o facebook se tornou para mim nestes últimos tempos: algo obsessivo.
Se bem que talvez seja mais justo dizer que eu é que fiquei obcecada pelas actualizações sucessivas e inúteis que faço, ou que vejo fazer, regularmente na página dessa rede social, pelos múltiplos quizs - mas estes são giros - e agora,mais recentemente, pela Farmville. É verdade! Esta quinta virtual é altamente viciante, de tal modo que vou lá várias vezes por dia para ver se os morangos já cresceram ou se os meus vizinhos me ofereceram prendas. E também numa de perceber se o teu 'quintal' é maior que o meu.
Posso dizer que me 'vendi', ou melhor 'rendi' a todo um mundo virtual que é facebook.
Mas, por outro lado, com a minha adesão recente também confirmei aquilo que já pensava do facebook, enquanto rede de 'amizades'. É engraçado esta palavra aplicada a este sítio porque, em muitos casos, damos por nós a dividirmos essa imensa rede de relações interpessoais em pequenos grupos. É curioso ver que entre os diversos amigos do facebook há uns que nos seguem ou comentam - e que comentamos nós também - mais do que outros. Tornamo-nos, assim, numa espécie de grupo mais ou menos restrito mas público, que se inter-relaciona mais regularmente. Depois apercebemo-nos que os outros amigos também acabam por fazê-lo com outros amigos, criando outro círculo mais restrito e regular. Em suma o que o facebook acaba por fazer não é alargar o grupo de amizades ou conhecimentos,como inicialmente se propõe. Pelo menos não o faz assim em tão maior dimensão que os contactos palpáveis do mundo real. É claro que há por vezes os comentários de, digamos, uma espécie de amigos em 3º grau. Mas isso também acontece em muitos blogues.
Basicamente as pessoas com quem mais falamos e estamos são também aquelas que mais comunicam connosco no facebook. Depois temos as afinidades dos posts e afins. Depois há aquelas pessoas que já não contactávamos há muito tempo e de quem até queremos saber novidades, mas com quem apenas falamos uma vez. Depois há os que são só colegas mas é bom manter o contacto. Depois existem os contactos dos amigos dos amigos, alguns dos quais nunca vimos mais gordos, assim como pessoas que trabalhavam no mesmo edifício que nós e que mal nos diziam bom dia, mas que agora pedem para ser amigos, vá-se lá perceber porquê. Finalmente há um objectivo se calhar mais residual (ou não)que, na minha opinião, é o que o facebook tem de melhor para oferecer: a possibilidade de reencontrar pessoas que nos são queridas mas que o tempo e, sobretudo, a geografia afastaram.
Apesar de todas as futilidades que agora despejo no meu mural, a razão primeira que me levou a aderir ao facebook foi a necessidade de falar com um amigo meu, que muda de número cada vez que muda de país e que muda de país como quem muda de camisa. Ele está bem.
Se bem que talvez seja mais justo dizer que eu é que fiquei obcecada pelas actualizações sucessivas e inúteis que faço, ou que vejo fazer, regularmente na página dessa rede social, pelos múltiplos quizs - mas estes são giros - e agora,mais recentemente, pela Farmville. É verdade! Esta quinta virtual é altamente viciante, de tal modo que vou lá várias vezes por dia para ver se os morangos já cresceram ou se os meus vizinhos me ofereceram prendas. E também numa de perceber se o teu 'quintal' é maior que o meu.
Posso dizer que me 'vendi', ou melhor 'rendi' a todo um mundo virtual que é facebook.
Mas, por outro lado, com a minha adesão recente também confirmei aquilo que já pensava do facebook, enquanto rede de 'amizades'. É engraçado esta palavra aplicada a este sítio porque, em muitos casos, damos por nós a dividirmos essa imensa rede de relações interpessoais em pequenos grupos. É curioso ver que entre os diversos amigos do facebook há uns que nos seguem ou comentam - e que comentamos nós também - mais do que outros. Tornamo-nos, assim, numa espécie de grupo mais ou menos restrito mas público, que se inter-relaciona mais regularmente. Depois apercebemo-nos que os outros amigos também acabam por fazê-lo com outros amigos, criando outro círculo mais restrito e regular. Em suma o que o facebook acaba por fazer não é alargar o grupo de amizades ou conhecimentos,como inicialmente se propõe. Pelo menos não o faz assim em tão maior dimensão que os contactos palpáveis do mundo real. É claro que há por vezes os comentários de, digamos, uma espécie de amigos em 3º grau. Mas isso também acontece em muitos blogues.
Basicamente as pessoas com quem mais falamos e estamos são também aquelas que mais comunicam connosco no facebook. Depois temos as afinidades dos posts e afins. Depois há aquelas pessoas que já não contactávamos há muito tempo e de quem até queremos saber novidades, mas com quem apenas falamos uma vez. Depois há os que são só colegas mas é bom manter o contacto. Depois existem os contactos dos amigos dos amigos, alguns dos quais nunca vimos mais gordos, assim como pessoas que trabalhavam no mesmo edifício que nós e que mal nos diziam bom dia, mas que agora pedem para ser amigos, vá-se lá perceber porquê. Finalmente há um objectivo se calhar mais residual (ou não)que, na minha opinião, é o que o facebook tem de melhor para oferecer: a possibilidade de reencontrar pessoas que nos são queridas mas que o tempo e, sobretudo, a geografia afastaram.
Apesar de todas as futilidades que agora despejo no meu mural, a razão primeira que me levou a aderir ao facebook foi a necessidade de falar com um amigo meu, que muda de número cada vez que muda de país e que muda de país como quem muda de camisa. Ele está bem.
Tuesday, August 4, 2009
Senegal Fast Food
É um dos discos que mais tenho ouvido este ano. Devo-o ao empréstimo de um ex-colega, que apostou acertadamente (ainda que um pouco presumidamente) no facto de que eu iria gostar deste Welcome to Mali, de Amadou & Mariam. E gostei, bastante! Sabali, Magosa, Djuru estão entre as minhas preferidas do registo. Mas esta que deixo aqui é de um anterior e inclui a participação de um artista que adoro: Manu Chao (volta e meia lá volta a panca pelo Manu e hoje foi um desses dias). Fica o vídeo de Senegal Fast Food:
Wednesday, July 29, 2009
Sonhos e objectivos

Sonhos e objectivos parecem ser uma e a mesma coisa. Mas hoje, depois de um workshop de coaching, fiquei com a sensação que não é bem assim.
Um dos exercícios da sessão consistia em traçarmos em linhas gerais e transformarmos em verbos de acção as coisas que devemos e queremos fazer em coisas que vamos fazer. Ou seja definirmos os objectivos a atingir, exemplos mais imediatos de coisas que queremos fazer mas deixamos andar, por preguiça ou pelas barreiras no caminho. Os exemplos que me ocorreram, não deixando de responder e servir a questão e o fim do exercício, e do próprio conceito de coaching, são efectivamente objectivos a concretizar mas não são sonhos. À medida que outros participantes revelavam em voz alta os seus exemplos, apercebi-me que muitos deles coincidiam com sonhos meus que não tinham cabido no imediatismo da lista escrita num sopro de acção.
É certo que os meus sonhos vão mudando e isso não ajuda à clareza de estabelecer parâmetros, metas, em suma, objectivos a atingir. Também é verdade que muitas vezes se abandonam os sonhos a meio para se concretizarem os objectivos entretanto traçados.
Cumpre-se a aquisição de uma casa, que antes se sonhara e que depois se converte em objectivo atingido. Entretanto esse objectivo passa a ser o ponto de partida para o caminho de outro a alcançar = o pagamento da prestação mensal. Na perseguição deste objectivo somos obrigados a deixar alguns sonhos para trás...Para se manter o outro, que já não o é. Vamos traçando outros objectivos para tentar chegar aos sonhos pendentes, aspirando converter estes, por sua vez, em novos objectivos.
A verdade é que há sonhos que implicam o abdicar de outros sonhos, para se transformarem nessas metas mais palpáveis. Talvez por isso sejam sonhos e seja importante deixá-los assim, tê-los sem objectivar. Ou haverá coaching para isso?
Tuesday, July 14, 2009
This Immortal Coin - mais uma compilação aparentemente jeitosa

Tem data de lançamento prevista para 12 de Outubro deste ano. Tal como o projecto que homenageia, This Mortal Coin, que sob a batuta da editora 4AD reuniu outrora diversos talentos e elementos conhecidos de bandas da década de 1980 (pertencentes ao catálogo daquela), "This Immortal Coin" faz o mesmo, mas oferecendo-se como um tributo ao antigo projecto e com uma outra geração de artistas.
Elizabeth Fraser, dos Cocteau Twins, Lisa Gerrard, dos Dead Can Dance, Howard Devoto dos Buzzcocks e Magazine, e até Kim Deal (Pixies, Breeders) cedem agora lugar a nomes como Yaël Naim, Bonnie Prince Billy, Yann Tiersen e Matt Elliott, Nightwood ou Oktopus, a quem ficou entregue a mistura de This Immortal Coin. Algumas das composições/versões já podem ser ouvidas aqui.
Fica o alinhamento:
1. The Dark Age Of Love - Yaël Naim, Chapelier Fou, David Donatien,Hannes d'Hoine, Roël Van Camp, Christine Ott
2. Red Queen - Yann Tiersen, Matt Elliott
3. Ostia - Bonnie Prince Billy, DAAU, Christine Ott
4. Chaostrophy - DAAU ,Christine Ott
5. Love Secret Domain - Yann Tiersen, Matt Elliott
6. Tattoed Man - Yaël Naim
7. Teenage Lightning - Matt Elliott
8. Amber Rain - Sylvain Chauveau, Han Stubbe, Roël Van Camp, Nicolas Jorio
9. Cardinal Points - DAAU, Christine Ott
10. Blood From The Air- DAAU, Christine Ott, Deadverse, Nightwood
11. Outro LSD - Yann Tiersen, Matt Elliott
Monday, July 6, 2009
Simplesmente lindo!
É simplesmente lindo, delicioso, mágico o novo disco de Rodrigo Leão, 'Mãe' - obrigada André e Francisca.
Pelo mesmo motivo que levou Leão a baptizar o seu disco desta maneira, dedico à minha mãe o vídeo de uma das músicas que o compõem.
Vida Tão Estranha
Pelo mesmo motivo que levou Leão a baptizar o seu disco desta maneira, dedico à minha mãe o vídeo de uma das músicas que o compõem.
Vida Tão Estranha
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