Está quase. E neste compasso de espera entre o iniciado e o concluído - onde fica o quase - muita coisa vem à tona com mais clareza: confirmam-se apoios e solidariedades, confirma-se o que o M. Esteves Cardoso dizia, «há amigos, amigalhaços e amiguinhos», e solidariedades surpreendentes, nunca antes suspeitadas.
Não posso deixar de destacar a delicadeza e preocupação de pessoas que não conheço e que só podem ser explicadas pela amizade de quem estabelece essa ponte entre seres que nunca se viram nem falaram, mas que ainda assim tomam as nossas "dores" de forma indirecta mas se preocupam de forma tão directa e contundente.
Sei que essas pessoas estão a torcer por mim, fervorosamente, aplicando toda a sua fé (religiosa). Já me o haviam feito anos antes: acender a vela por...
Não sou crente. Mas não posso deixar de crer em pessoas assim.
Wednesday, January 21, 2009
Para começar
Entre as revelações que se começam a apontar para 2009 - gosto da Florence and The Machine - e os já candidatos a disco do ano - Animal Collective, que ainda não ouvi - este é o disco que para já me caiu no goto, e de que maneira; diria mesmo me apaixonou, nesta rentrée: "Noble Beast", Andrew Bird - que beleza.

Oiçam, que vale bem a pena:
http://www.myspace.com/andrewbird

Oiçam, que vale bem a pena:
http://www.myspace.com/andrewbird
Monday, January 19, 2009
Dia triste
Claro que foi nos Sitiados que o conheci, enquanto músico. Mas destaco mais um grande contributo seu, num dos grupos actuais da minha preferência.
Uma notícia chocante de facto, que apanhou muita gente de surpresa.
Para sempre fica 'A Música'.
Uma notícia chocante de facto, que apanhou muita gente de surpresa.
Para sempre fica 'A Música'.
Friday, January 16, 2009
Beatriz
Uma das mais belas versões do tema de Chico Buarque e um dos melhores vídeos de sempre feito em Portugal.
Sunday, January 11, 2009
Filmes

Domingo à tarde, TVI (um luxo, para quem de momento apenas possui um canal, não o tal, mas o 1), e os típicos filmes do último dia de fim-de-semana - curiosamente duas estreias.
No primeiro, Queen Latifah e uma comédia sobre uma mulher que, pensando que vai morrer em breve, decide gozar tudo o que vida tem de melhor para lhe oferecer, começando por se despedir do emprego. E não é que a coisa se desenrola de forma feliz e até inspiradora? O outro a seguir é com Jim Carrey e Téa Leoni, casal que, de repente, fica na ruína devido à falência fraudulenta de uma corretora (qualquer semelhança com a realidade é puramente óbvia) e é 'obrigado' a fazer uns assaltos, depois de tentar vários tipos de emprego. Não tão inspirador, esperemos :P - mas incrivelmente irónico com a situação global presente, embora seja de 2005.
Cada um à sua maneira acaba por reflectir o essencial: a vida dá muitas voltas e quase tudo nela tem solução.
Tuesday, January 6, 2009
Diz tudo...
«What we're seeing in Gaza is an experiment in provocation conducted by the Israeli government. You take one and a half million people, you stuff them into a small space, you deny them food, water, sanitation, medicine, and then act surprised when they get hostile».
Brian Eno
Brian Eno
Tuesday, December 30, 2008
Adeus 2008, olá 2009
Dizem que a crise vem aí. Abriguem-se!!! Bom, não quero falar disso para já. Até ver faço o balanço de 2008. Um dos meus melhores e piores anos de sempre.
Começou mal, com problemas de saúde entre os entes próximos. Problemas e desilusões no trabalho. Começou a recuperar lentamente. Os primeiros problemas começaram aos poucos a encaminhar-se num sentido de recuperação lenta, mas positiva. Já os segundos, ainda que continuando a chatear, passaram a ser encarados como a peneira entre o trigo e o joio e a ter o dom de remeter os seus protagonistas para a importância que merecem - pouca ou nenhuma. Do outro lado da moeda, tive o privilégio de tomar contacto com pessoas maravilhosas - a parte que mais gosto na minha profissão. Foi uma primeira etapa de crescimento.
Mas a maior chegou no dia do meu aniversário quando negociei a compra da minha casa - o meu maior desafio até agora. Ainda estou a sentir o pulso (e as despesas) e a desfrutar do entusiasmo do meu primeiro espaço só meu.
Com ela voltei à minha zona e à Lisboa que gosto e que para mim ainda faz sentido. Os que valem a pena estiveram e estão do meu lado, partilhando o entusiasmo, as jantaradas e as dormidas acabadas de estrear, em pleno fim-de-semana de Avante, por exemplo.
Redescobri também novas geografias no círculo das amizades, recuperando Paris, dessa forma, e descobrindo novos destinos, fosse no FMM de Sines ou em casa de cada a uma, às sextas-feiras.
Este ano ficou também marcado pela perda de um ente querido e próximo. Foi a primeira vez que fui a um funeral. Lembro-me de uma vez ter lido na extinta revista 20 anos que até aos 30 deveríamos já ter passado por uma série de coisas. Uma delas seria a morte de um familiar. Achei isso, na altura, um pouco macabro. Agora percebo a forma como isso nos transforma.
Este ano fiz as "pases" com Hemingway, ao ler o "Adeus às Armas", depois de ter odiado "O Velho e o Mar", como leitura obrigatória de final do ciclo, e com o Alex Turner, via Last Shadow Puppets. Vi o "Blindness"e gostei muito. Ouvi intensamente poucas bandas/artistas, mas várias vezes - dos Portishead ao Camané, passando pelos Deolinda, Kings of Leon, DCFC, Joan as Police Woman, Cat Power, Vinicio Capossela ou Maria João e Mário Laginha. E Sarah Vaughn, muito também.
Vibrei com a medalha do Nelson Évora, vibrei.
Em final de 2008, olho para as coisas boas e más e vejo que cresci mais neste ano do que em muitos outros juntos. Há coisas e pessoas que já não vão voltar, há outras que já não vale a pena que voltem, outras que continua a valer a pena manter e outras em que vale a pena continuar a investir. O resto é paisagem. Viva 2009!
Começou mal, com problemas de saúde entre os entes próximos. Problemas e desilusões no trabalho. Começou a recuperar lentamente. Os primeiros problemas começaram aos poucos a encaminhar-se num sentido de recuperação lenta, mas positiva. Já os segundos, ainda que continuando a chatear, passaram a ser encarados como a peneira entre o trigo e o joio e a ter o dom de remeter os seus protagonistas para a importância que merecem - pouca ou nenhuma. Do outro lado da moeda, tive o privilégio de tomar contacto com pessoas maravilhosas - a parte que mais gosto na minha profissão. Foi uma primeira etapa de crescimento.
Mas a maior chegou no dia do meu aniversário quando negociei a compra da minha casa - o meu maior desafio até agora. Ainda estou a sentir o pulso (e as despesas) e a desfrutar do entusiasmo do meu primeiro espaço só meu.
Com ela voltei à minha zona e à Lisboa que gosto e que para mim ainda faz sentido. Os que valem a pena estiveram e estão do meu lado, partilhando o entusiasmo, as jantaradas e as dormidas acabadas de estrear, em pleno fim-de-semana de Avante, por exemplo.
Redescobri também novas geografias no círculo das amizades, recuperando Paris, dessa forma, e descobrindo novos destinos, fosse no FMM de Sines ou em casa de cada a uma, às sextas-feiras.
Este ano ficou também marcado pela perda de um ente querido e próximo. Foi a primeira vez que fui a um funeral. Lembro-me de uma vez ter lido na extinta revista 20 anos que até aos 30 deveríamos já ter passado por uma série de coisas. Uma delas seria a morte de um familiar. Achei isso, na altura, um pouco macabro. Agora percebo a forma como isso nos transforma.
Este ano fiz as "pases" com Hemingway, ao ler o "Adeus às Armas", depois de ter odiado "O Velho e o Mar", como leitura obrigatória de final do ciclo, e com o Alex Turner, via Last Shadow Puppets. Vi o "Blindness"e gostei muito. Ouvi intensamente poucas bandas/artistas, mas várias vezes - dos Portishead ao Camané, passando pelos Deolinda, Kings of Leon, DCFC, Joan as Police Woman, Cat Power, Vinicio Capossela ou Maria João e Mário Laginha. E Sarah Vaughn, muito também.
Vibrei com a medalha do Nelson Évora, vibrei.
Em final de 2008, olho para as coisas boas e más e vejo que cresci mais neste ano do que em muitos outros juntos. Há coisas e pessoas que já não vão voltar, há outras que já não vale a pena que voltem, outras que continua a valer a pena manter e outras em que vale a pena continuar a investir. O resto é paisagem. Viva 2009!
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