Saturday, March 8, 2008
Wednesday, February 6, 2008
Há muito tempo que não me ria assim :))
A FLORESTA, de Aleksandr Ostróvsk
Na Cornucópia
Tradução Nina e Filipe Guerra
Encenação Luis Miguel Cintra
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Interpretação
António Fonseca, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Márcia Breia, João Pedro Vaz, José Gonçalo Pais, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Rita Durão e Teresa Madruga
Lisboa: Teatro do Bairro Alto. 10/01 a 17/02/2008
3ª a sábado às 21:00. Domingo às 16:00
Uma das comédias mais importantes daquele que tem sido chamado o fundador do teatro russo. Escrita em 1871, A Floresta, traça com delicado humor o retrato de um grupo de personagens numa herdade russa do fim do século XIX, as suas relações, os seus anseios, a sua ignorância, as suas insatisfações, o seu mau viver. Tudo gira em torno da tensão entre o dinheiro e a felicidade. Os ricos não conseguem ser felizes com o seu dinheiro. Os pobres não são felizes porque o não conseguem ter. A proprietária, viúva rica e aparentemente virtuosa, vai vendendo talhões da sua floresta a um mujique enriquecido que lhe corta as árvores para aproveitar a madeira, e guarda o dinheiro para os prazeres com que sonha. Impede a alegria dos que a rodeiam, seus criados e protegidos. Dois actores ambulantes chegam um dia à herdade e vêm perturbar este equilíbrio. Esses, os artistas, têm a ilusão de poderem ser felizes sem dinheiro. Geram-se mais desencontros que encontros em divertidas situações que têm tanto de real como de teatral. Considerada habitualmente como uma "comédia de costumes", a obra tem uma qualidade poética que chega a lembrar Shakespeare na sua capacidade para pôr em cena a vida verdadeira sem nunca "moralizar", para entender os seres humanos nas suas pobres contradições.
Na Cornucópia
Tradução Nina e Filipe Guerra
Encenação Luis Miguel Cintra
Cenário e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção
Interpretação
António Fonseca, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Márcia Breia, João Pedro Vaz, José Gonçalo Pais, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Rita Durão e Teresa Madruga
Lisboa: Teatro do Bairro Alto. 10/01 a 17/02/2008
3ª a sábado às 21:00. Domingo às 16:00
Uma das comédias mais importantes daquele que tem sido chamado o fundador do teatro russo. Escrita em 1871, A Floresta, traça com delicado humor o retrato de um grupo de personagens numa herdade russa do fim do século XIX, as suas relações, os seus anseios, a sua ignorância, as suas insatisfações, o seu mau viver. Tudo gira em torno da tensão entre o dinheiro e a felicidade. Os ricos não conseguem ser felizes com o seu dinheiro. Os pobres não são felizes porque o não conseguem ter. A proprietária, viúva rica e aparentemente virtuosa, vai vendendo talhões da sua floresta a um mujique enriquecido que lhe corta as árvores para aproveitar a madeira, e guarda o dinheiro para os prazeres com que sonha. Impede a alegria dos que a rodeiam, seus criados e protegidos. Dois actores ambulantes chegam um dia à herdade e vêm perturbar este equilíbrio. Esses, os artistas, têm a ilusão de poderem ser felizes sem dinheiro. Geram-se mais desencontros que encontros em divertidas situações que têm tanto de real como de teatral. Considerada habitualmente como uma "comédia de costumes", a obra tem uma qualidade poética que chega a lembrar Shakespeare na sua capacidade para pôr em cena a vida verdadeira sem nunca "moralizar", para entender os seres humanos nas suas pobres contradições.
Saturday, January 19, 2008
Cândido

O teatro Maria Matos, em Lisboa, estás prestes a estrear uma peça sobre "Cândido", uma das obras mais conhecidas de Voltaire e um dos livros que mais me marcou. A questão da perda da inocência é contada na forma de uma longa aventura a caminho do El Dorado, que leva Cândido a deparar-se com pessoas e situações que vão traduzindo os vários defeitos da humanidade e das sociedades, como a ganância, o cinismo, a ambição, o falso desprendimento, etc. Uma das situações que recordo particularmente é quando Cândido encontra um homem rico, dono de uma mansão faustosa e detentor de uma biblioteca invejável. Com o tal falso desprendimento de quem tudo tem, o sr. desvaloriza as grandes obras que possui no seu acervo e a que Cândido se vai referindo com admiração e espanto.
Essa passagem e a queda do mito do El Dorado - o âmago da história - são apenas algumas das "desilusões" de Cândido. Mas nesta alegoria do iluminista Voltaire contra o fausto do Antigo Regime e os privilégios da nobreza e do clero o livro termina com um renovado optimismo mais prático e menos encantado, numa lição que o velho turco dá a Cândido: a de que nada cai do céu e que é preciso trabalhar, criar e empreender esforço. «O trabalho liberta-nos de três calamidades: o aborrecimento, o vício e a necessidade». Por isso no final Cândido insiste:´«é preciso cultivar o nosso jardim»
A peça "Cândido estreia dia 24 deste mês. A encenação é de Cristina Carvalhal e a tradução e adaptação de Cucha Carvalheiro.
Teatro Maria Matos
24 de Janeiro a 24 de Fevereiro
4.ª a sábado às 21h30 domingo às 17h00
Bilhetes: 15€
4.ª a sábado às 21h30 domingo às 17h00
Bilhetes: 15€
Friday, December 28, 2007
El Grande
Manu Chao grava disco com doentes psiquiátricos

Manu Chao gravou um disco com os membros da Rádio La Colifata, do Hospital Neuropsiquiátrico José T. Borda, na Argentina.
O registo tem vindo a ser preparado há três anos pelo cantor e visa contribuir financeiramente para a Associação Civil La Colifata.
Com edição prevista para meados de 2008, o álbum reúne excertos das emissões de rádio do grupo, bem como temas gravados em conjunto entre Manu Chao e mais de uma dezena de elementos que integram e colaboram com a rádio.
Em Junho deste ano a Rádio La Colifata ficou sem apoio financeiro, pelo que além de alguns donativos que tem recebido desde então benificiará agora também das receitas provenientes da venda do CD feito com Manu Chao.
Das muitas distinções que recebeu pelo seu trabalho social, La Colifata foi escolhida para integrar a acção do próximo filme de Francis Ford Coppola.
Entretanto Manu Chao, que actuou este ano no Festival Sudoeste TMN, acabou de disponibilizar uma edição limitada em vinil duplo do seu mais recente álbum, "La Radiolina".
AT
Fonte: Cotonete

Ps. Se quiserem perceber um pouco desta relação de amizade e solidariedade genuínas, passem pelo site do Manu Chao e assistam ao video.

Manu Chao gravou um disco com os membros da Rádio La Colifata, do Hospital Neuropsiquiátrico José T. Borda, na Argentina.
O registo tem vindo a ser preparado há três anos pelo cantor e visa contribuir financeiramente para a Associação Civil La Colifata.
Com edição prevista para meados de 2008, o álbum reúne excertos das emissões de rádio do grupo, bem como temas gravados em conjunto entre Manu Chao e mais de uma dezena de elementos que integram e colaboram com a rádio.
Em Junho deste ano a Rádio La Colifata ficou sem apoio financeiro, pelo que além de alguns donativos que tem recebido desde então benificiará agora também das receitas provenientes da venda do CD feito com Manu Chao.
Das muitas distinções que recebeu pelo seu trabalho social, La Colifata foi escolhida para integrar a acção do próximo filme de Francis Ford Coppola.
Entretanto Manu Chao, que actuou este ano no Festival Sudoeste TMN, acabou de disponibilizar uma edição limitada em vinil duplo do seu mais recente álbum, "La Radiolina".
AT
Fonte: Cotonete

Ps. Se quiserem perceber um pouco desta relação de amizade e solidariedade genuínas, passem pelo site do Manu Chao e assistam ao video.
Thursday, December 20, 2007
Atenção aos matreiros, avisam-me

Atenção aos matreiros avisam-me os amigos cuidadosos, ainda que lá de longe. Aqui por perto presto homenagem às Bárbaras. Eram três e agora mais uma, de conhecimento recente. A primeira, a amiga de infância, traz-me sempre o lado leve da vida e está sempre a postos para o que precisar. A segunda, já da faculdade, tem o dom de valorizar o que tenho de melhor. A terceira, sra. enfermeira e companheira de lutas, é isso mesmo companheira de lutas. É família. A mais recente, a quarta, ainda estou a conhecer, mas já me trouxe o valor da resistência às grandes adversidades.
Elas ajudam-me a enriquecer e representam todos os meus amigos, que de uma forma ou de outra me vão ajudando a crescer. Mais do que isso, cada novo conhecimento é a esperança renovada nas pessoas, mesmo que tantas vezes me desiluda com estas. Vale a pena continuar de "braços abertos".
Tuesday, November 20, 2007
Episódio II - Depois do X-Acto a Banana
Apesar de não ter desgostado - pelo contrário, até achei piada ao senhor e a música revelou-se menos pesada que o suposto (mesmo com o volume excessivo do som) - o que retenho do concerto de Marilyn Manson é a afirmação do sr. agente da polícia:
«Não atire a banana ao homem».
Sim, eu levava uma banana dentro da mala, um "kit" alimentar providenciado pela minha colega.
A banana entrou no Pavilhão Atlântico, mas não a atirei «ao homem» ;)
Quanto ao concerto foi mais ou menos isto:
http://cotonete.clix.pt/quiosque/noticias/body.aspx?id=36991
«Não atire a banana ao homem».
Sim, eu levava uma banana dentro da mala, um "kit" alimentar providenciado pela minha colega.
A banana entrou no Pavilhão Atlântico, mas não a atirei «ao homem» ;)
Quanto ao concerto foi mais ou menos isto:
http://cotonete.clix.pt/quiosque/noticias/body.aspx?id=36991
Monday, November 12, 2007
Os poemas deste "Velho Jardim"
O primeiro disco de Jorge Palma - "Com Uma Viagem na Palma da Mão" - vai ser editado em vinil no próximo mês de Dezembro.
Nele está este tema, que descobri no Palma's Gang ao vivo no Johnny Guitar e que, curiosamente, me tem vindo à memória nos últimos tempos.
Poema Flipão
Letra e Música de Jorge Palma
Um dia destes vou ser uma faca qualquer
Vou dilacerar a voz da razão
Asfixiá-la arrancá-la do seu pedestal
Vê-la estremecer dentro do meu eu
Um dia entrei demais nos teus olhos
E vi o rancor
Que te anda a suicidar
E te impede de ver
Por trás do teu sorriso sem nome
Cresce a frustração
E eu já não tenho saco
Para te compreender
Entro no tempo chutando poemas visão
Vejo-os deslizar sobre o meu écran
Vejo-os brilhar na acidez do suor dos meus pés
Vêm-me avisar que vou ficar só
Um dia entrei demais nos teus olhos
E vi o rancor
Que te anda a suicidar
E te impede de ver
Por trás do teu sorriso sem nome
Cresce a frustração
E eu já não tenho saco
Para te compreender
Um dia destes vou ser uma ilha qualquer
Hei-de me afundar no meu próprio chão
Até que alguém se decida a premir o botão
E incendeie o céu todo de uma vez
Um dia entrei demais nos teus olhos
E vi o rancor
Que te anda a suicidar
E te impede de ver
Por trás do teu sorriso sem nome
Cresce a frustração
E eu já não tenho saco
Para te compreender
Nele está este tema, que descobri no Palma's Gang ao vivo no Johnny Guitar e que, curiosamente, me tem vindo à memória nos últimos tempos.
Poema Flipão
Letra e Música de Jorge Palma
Um dia destes vou ser uma faca qualquer
Vou dilacerar a voz da razão
Asfixiá-la arrancá-la do seu pedestal
Vê-la estremecer dentro do meu eu
Um dia entrei demais nos teus olhos
E vi o rancor
Que te anda a suicidar
E te impede de ver
Por trás do teu sorriso sem nome
Cresce a frustração
E eu já não tenho saco
Para te compreender
Entro no tempo chutando poemas visão
Vejo-os deslizar sobre o meu écran
Vejo-os brilhar na acidez do suor dos meus pés
Vêm-me avisar que vou ficar só
Um dia entrei demais nos teus olhos
E vi o rancor
Que te anda a suicidar
E te impede de ver
Por trás do teu sorriso sem nome
Cresce a frustração
E eu já não tenho saco
Para te compreender
Um dia destes vou ser uma ilha qualquer
Hei-de me afundar no meu próprio chão
Até que alguém se decida a premir o botão
E incendeie o céu todo de uma vez
Um dia entrei demais nos teus olhos
E vi o rancor
Que te anda a suicidar
E te impede de ver
Por trás do teu sorriso sem nome
Cresce a frustração
E eu já não tenho saco
Para te compreender
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