Tuesday, April 17, 2007

Italiano- Português

Trocam-se aulas de Português por aulas de Italiano

Si permuta lezioni di portoghese per lezioni di italiano

Friday, April 13, 2007

Isto é uma vergonha


O novo cartaz do PNR no Marquês de Pombal - Foto de Patrícia Pires
PNR com novo cartaz em Lisboa

Doze militantes fazem turnos rotativos para proteger outdoor

Doze militantes do Partido Nacional Renovador (PNR) continuam hoje de guarda na Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, vigiando em turnos rotativos para evitar que o novo cartaz com a mensagem «nacionalista» seja vandalizado.
A vigilância começou às 14:00 de quinta-feira.
O PNR colocou quarta-feira à noite um novo cartaz sobre o afixado a 28 de Março naquela praça lisboeta, e que tinha sido vandalizado.
O novo cartaz contém as mesmas imagens de um avião e do líder do partido, José Pinto Coelho, e as mensagens de «Basta de imigração» e «Façam boa viagem», que já surgiam na primeira versão, mas acrescenta a frase: «As ideias não se apagam, discutem-se», numa alusão ao vandalismo de que a propaganda foi alvo.
Filipe Ferreira, militante do PNR, membro fundador de uma organização nacionalista belga «Movimento Nação» e ex-membro da Legião Estrangeira (combateu na Nicarágua) criticou os «actos criminosos» praticados sobre o cartaz anterior.
Aludiu, nomeadamente, à colocação de tintas sobre o cartaz anterior justificando, por isso, a presença dos 12 activistas (nove homens e três mulheres).
Questionado sobre o cartaz dos Gato Fedorento (que ao contrário do PNR defendia «Mais Imigração» e saudava os imigrantes com um «Bem Vindos») afirmou que, «se é para rir não tem muita piada». O líder do Partido Nacional Renovador, Pinto Coelho, chegou às 23:30 de quinta-feira à Praça do Marques de Pombal de «acelera», falando depois aos jornalistas.
O PNR tem o direito «a ser conhecido e representado», defendeu.
«Falamos de uma tema tabu em Portugal, não estamos contra os imigrantes mas sim contra as políticas de imigração».
Agradeceu aos militantes do partido a presença na guarda à «mensagem política» e asseverou: «Os políticos representados na Assembleia da República têm medo das nossas ideias».
Assegurou que não «pretende entrar em confrontos físicos» e qualificou o vandalismo de «crime». O seu partido é pela legalidade, defendeu.
«O segundo cartaz político do PNR custou 1.750 euros e graças às doações e contributos dos militantes foi possível repor a nossa mensagem política», explicou.
in Portugal Diário
P.s. «Basta de Imigração», excepções: reformados que vivem no Allgarve à grande e que são a dar para o ariano e nuestros hermanos investidores, olé and so on.

Wednesday, April 11, 2007

Climas, de Nuri Bilge Ceylan

Realizador e protagonista, Nuri Bilge Ceylan, volta a abordar a condição solitária do ser humano, no contexto das suas relações interpessoais, tal como em Uzak-Longínquo, embora aqui a tónica seja transposta através da relação de um casal: Bahar (Ebru Ceylan) e Isa (Nuri Ceylan).
Parado, de certa forma, no desenrolar da acção, o filme ganha, tal como Uzak, pela simplicidade e minimalismo dos diálogos, racionados de forma a acentuar as emoções e a contrapor-se aos muitos silêncios, representantes, no fundo, da ausência de comunicação entre o casal.

Uma ausência que testemunha também a incapacidade de Isa sair do seu próprio labirinto de individualismo e solidão - tão mais fácil de materializar nas acções e de ser justificado pelos "climas" e pela subjectividade humana.
Destaque também para a fotografia, marca da sensibilidade artística do realizador.



P.s. Talvez no fundo, também aqui exista um pouco desta passagem de Natália Correia: «não enjeito o fracasso. Ele é puramente romântico».

Sunday, April 8, 2007

Don't Fade Away

Às vezes há músicas que nos tocam de forma tão particular num dado momento, que parece que foram escritas propositadamente para nós, mesmo não sendo aquelas que nos prenderam numa primeira escuta, como aconteceu recentemente com esta (sem esquecer muitas outras, deles) - Don't Fade Away - dos Dead Can Dance.






Don't fade away, my brown-eyed girl
Come walk with me, i'll fill your heart with joy
And we'll dance through our isolation.
Seeking solace in the wisdom we bestow
Turning thoughts to the here and ever after
Consuming fears in our fiery halos

Say what you mean, mean what you say
I've heard that innocence has led us all astray
But don't let them make you and break you
The world is filled with their broken empty dreams
Silence is their only virtue
Locked away inside their silent screams

But for now, let us dance away this starry night
Filled with the glow of fiery stars
And with the dawn our sun will rise
Bringing a symphony of bird cries

Don't bring me down now, let me stay here for awhile
You know life's too short, let me bathe here in your smile
I'm transcending the fall from the garden
Goodnight.


Thursday, April 5, 2007

O poema

Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

(Alberto Caeiro)

No Maxime (Lisboa)

Quarta-feira, 11 de Abril

MEIAS DE SEDA
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Intérprete:
Valéria Carvalho
Músicos:
João Ferreira e Virgílio Gomes
Direcção Artística:
António Terra
Direcção Musical:
Guilherme Inês
Selecção de Repertório:
Valéria Carvalho
Desenho de Luz:
António Terra
Produção:
Companhia de Actores
Assistente de produção:
Anaísa Raquel

*
Abertura de portas:
22.00

Início do Concerto:
22.30

Bilhetes:
10 € c/ oferta de bebida

A Companhia de Actores apresenta o seu mais recente projecto. "Meias de Seda", espectáculo que combina teatro, música e poesia numa diversidade cultural. Alberto Caeiro é o mestre e Valéria Carvalho, João Ferreira e Virgílio Gomes os seus cicerones.

"Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar…“
Uma voz feminina numa luz ínfima dá as boas-vindas. Um suspiro de guitarra é convidado a participar. Para que “Asa” alcance voo junta-se a sonoridade percussiva. E assim nasce "Meias de Seda".
Num ambiente intimista, ao som da bossa-nova e música popular brasileira, Valéria Carvalho, João Ferreira e Virgílio Gomes mergulham no universo místico da poesia em perfeita harmonia entre o gesto e a palavra. Dança, música e interpretação juntam Vinicius de Morais a Alberto Caeiro, Alves Coelho, Djavan, Chico Buarque, Noel Rosa e Tom Jobim, entre outros. A sedução musical impele aos sentidos, leva-nos para outros mundos e faz-nos apreciar o nosso.
“O valor das coisas, não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem”.

Tuesday, April 3, 2007